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A releitura do cortiço


Hoje recebi mensagem de uma amiga também arquiteta, indignada com o projeto de apartamento-tipo onde a área de serviço está localizada no terraço de convivência da família.
Lembrando de expressão criada por um professor na pós graduação, "hoje muitos dos arquitetos são do tipo mão presa", quando tem que adotar em seus projetos definições que vêm prontas dos departamentos de marketing das incorporadoras.
Estes definem antes mesmo do arquiteto traçar sua primeira linha, a tipologia arquitetônica do edifício, que geralmente é o tal neo clássico.
Que fazer, precisamos trabalhar! O que é inaceitável é um retrocesso criativo nos projetos quando se trata de definir a planta, que até certo ponto limita e define a ocupação do imóvel, principalmente se este for de reduzidas dimensões. Será que é uma releitura do antigo cortiço, onde se comia, lavava e dormia no mesmo cômodo?
Será que venderão esses apartamentos, uma vez que é comprovado estatisticamente que quem define a compra do imóvel da família é a esposa, a dona de casa, que sentirá na pele essa impensada mistura de funções dentro de sua casa?
Obrigada por sua visita e até a próxima!


MEPR

Comentários

  1. Isso é um absurdo mas infelizmente não é o unico. Estou trabalhando em um projeto de um apartamento de meio milhão em Guarulhos com 3 suítes, maravilhoso... a não ser pelo detalhe: na lavanderia não cabe uma máquina de lavar... ótimo né???
    Espero que novos profissionais como eu, trabalhem para que essa realidade mude.
    Bjusss da sua ex-aluna Raquel Lopes UNG Guarulhos

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