Pular para o conteúdo principal

Calçada nossa de cada dia



Há muitos anos que me sinto indignada com a precariedade de nossas calçadas.
O simples ato de percorrer à pé o trajeto de apenas uma quadra entre minha casa e meu escritório me transforma.

Meu primeiro impulso é chamar a fiscalização e fantasiosamente me vejo como a heroína que recebe o fiscal da sub-prefeitura de
Pinheiros, em São Paulo, agindo de acordo com o que dele se espera,
multando todo mundo. Claro que não faço isso, afinal, estou sempre com pressa!

Mas faço algo: tenho fotografado de tempos em tempos os desníveis, buracos, raízes e lhes asseguro que a situação só tem piorado. É impressionante! A cada 20 ou 30 metros de trajeto uma situação mais calamitosa que a outra.

Não é por coincidência que não se vem ali muitos carrinhos de bebê ou alguma pessoa com alguma dificuldades de locomoção. É impossível passear por aqui! Não sei se olho para o chão ou para o poste. Não há sapato que resista. Aliás é são meus sapatos que decidem se vou caminhar até o escritório ou se irei de automóvel.

Vivemos numa cidade onde o afã por arrecadar verbas é cada vez maior e somos multados a cada instante enquanto dirigimos por suas ruas, muitas vezes com razão e muitas vezes injustamente, afinal somos humanos. Mas, deixar de aplicar multas reais e previstas em nossa legislação municipal é deixar de arrecadar verbas legítimas, uma vez que os proprietários sabem muito bem que a responsabilidade pela manutenção das calçadas é deles desde a sua construção e por toda a vida.

Grande parte dos brasileiros tem o hábito de esperar que o poder público, paternalista, faça tudo. Esses proprietários de calçadas desleixados se esquecem que se alguém sofrer uma queda deverá ser devidamente indenizado. Nada mais justo!

Até breve e obrigada por sua visita!

MEPR







Comentários

  1. Eu Mel, eu adorei esse blog vai no meu favorito

    ResponderExcluir
  2. Vocês pode ver o meu blog também ao mesmo tempo como esse blog o que você tá ai por favor entra o meu blog é
    www.clubedabrincadeiradamel.blogspot.com.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Parados na Marginal Tietê

   A Marginal Tietê é uma importante via de ligação em área urbana de São Paulo, senão a mais importante, de conexão entre municípios da maior metrópole da América Latina. O número de veículos e de cargas que passam diariamente por ela é espantoso. Seus congestionamentos também são espantosos e desencorajantes. Trafega-se a 10 km por hora em média nas horas de pico.     Ao ser reinaugurada, ocorreu o que os técnicos chamam de demanda reprimida, ou seja, muitos dos motoristas que a evitavam em função dos congestionamentos passaram a utilizá-la com a promessa ouvida da prefeitura de que o tráfego lá, melhoraria ( http://noticias.r7.com/sao-paulo/noticias/novas-obras-aumentam-em-35-mil-o-numero-de-carros-na-marginal-tiete-20100423.html ).    Com essa problemática e importância, era de se esperar que o projeto de sua reestruturação tivesse sido desenvolvido com mais preocupação do que o foi. O que nunca se divulgou pela mídia ...

As calçadas em São Paulo - convocatória

Caros amigos e cidadãos habitantes de todos os bairros de São Paulo, seja no município, seja na região metropolitana,     Convoco a todos a me ajudar numa campanha com duas frentes: localizada e geral. O tema são as calçadas da cidade de São Paulo, que nos oferecem riscos urbanos iminentes a todos, idosos, crianças, adultos, pessoas com deficiência física etc.     Digo que é uma campanha localizada porque pretendo expor os problemas  pontuais  da situação das calçadas de sua rua, de seu quarteirão e, digo que é geral porque juntando-se todas as denúncias que pudermos levar à prefeitura ou a cada uma das subprefeituras teremos uma visão geral do problema, ou seja, não é um problema localizado e sim crônico.    Os proprietários de um enorme número de imóveis não vêm, não querem crer que a responsabilidade da manutenção da calçada em frente a seu imóvel é deles e não da prefeitura. Ou fazem vista grossa para economizar ou são bem desinteressados em ...
O ser cidadão Ser cidadão se parece mais com ter direitos que ter obrigações. Longe disso, ser cidadão é ser civilizado, respeitar o espaço do outro e depois disso, exigir o cumprimento de nossos direitos. Como diziam antigamente, lá no século 20, cumprir com a obrigação primeiro.  Infelizmente, não é o que se vê nas ruas das metrópoles brasileiras neste século, o 21, aquele que seria melhor em todos os sentidos, futurista; sim, temos tecnologia ao alcance de muitos mais do que ocorria no século 20, quando a maioria não tinha telefone fixo em casa e usava nossos vanguardistas orelhões.  Hoje, o brasileiro tem voz, mas perdeu a educação: não cumprimenta o vizinho no elevador porque "não o conhece"; não levanta para um senhor idoso no Metrô porque "já existem assentos reservados" - para quem? para as mocinhas cansadas.  Sim, são elas as donas dos assentos reservados; alguns mocinhos também, mas as mocinhas ganham, pois são também as que mais frequent...